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QUANDO A VIDA DEIXA DE VIR EM PRIMEIRO LUGAR

Trabalhadores da área de Eletroeletrônica da Vale denunciam que a empresa extinguiu a contratação de motoristas para atender as equipes do turno da noite em todo o trecho ferroviário. Com isso, os próprios empregados passaram a conduzir os veículos até os locais de atendimento de ocorrências e, posteriormente, retornar dirigindo para suas bases, tudo isso dentro de jornadas que podem se estender das 18h às 6h.

Segundo relatos, as equipes são reduzidas, normalmente compostas por apenas duas ou três pessoas, e precisam percorrer rodovias federais como as BRs 381, 101 e 259, muitas vezes sob neblina e intenso fluxo de veículos. O problema se agrava porque o trabalho noturno, aliado ao desgaste físico e mental, aumenta significativamente o risco de acidentes.

Para o Sindfer, por se tratar de rodovias perigosas e de deslocamentos realizados durante o período noturno, dentro de jorna

das de até 11 horas de trabalho, a Vale deveria manter motoristas profissionais dedicados exclusivamente à condução dos veículos e com comprovada experiência para dirigir por rodovias perigosas, o que contribuiria para a diminuição dos riscos de acidentes, inclusive com potencial de consequências fatais.

A expectativa da entidade é que a empresa reveja seu posicionamento e restabeleça a utilização de motoristas antes que ocorra algum acidente e a vida dos trabalhadores e trabalhadoras seja colocada em risco.

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