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COM DEFASAGEM ACIMA DE 100% NA TABELA, RECEITA ABRE DECLARAÇÕES PARA IMPOSTO DE RENDA

Teve início na manhã desta segunda-feira, dia 7, e se estende até o dia 29 de abril, o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda, aberto pela Receita Federal. A declaração pode ser feita através do site www.gov.br/receitafederal/pt-br ou por celulares e tablets por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda” (disponível nos sistemas Androide e IOS). Terão que declarar o Imposto de Renda todos os que tiveram rendimento anual em 2021 acima de R$ 28.559,70.

Se por um lado a declaração deste ano apresenta como novidade a restituição via pix, por outro, nada mudou: o governo federal está entrando em seu quarto ano de gestão e, além de não cumprir promessa de campanha de reajustar a tabela do IR de acordo com o índice oficial da inflação no país, medido anualmente pelo IPCA, ainda insiste no congelamento. Essa tabela indica as faixas salariais isentas do IR e as que são tributadas. O resultado prático do congelamento do reajuste é que, quando os salários aumentam por conta dos reajustes conquistados por força do ACT e a tabela do IR não acompanha esses reajustes, os salários sobem uma faixa e passam a pagar mais imposto. Um reajuste dessa natureza na tabela do IR isentaria, pelo menos, 15 milhões de contribuintes de terem seus rendimentos tributados. Muitos dos quais, empregados da Vale.

Estudo encomendado ao Dieese pelo Sindfer em que analisa a defasagem da tabela do IR de 2016 a 2021 (considerando que a última correção da tabela foi em 2015) indica que, naquele período, os salários dos empregados da Vale tiveram um reajuste acumulado de 36,7%. Como a tabela não foi corrigida, houve uma defasagem entre o salário reajustado pelo ACT e o que foi engolido pela inflação do período, exemplo claro de como a tributação irresponsável corrói as conquistas salariais dos trabalhadores, diminuindo o poder de compra do salário e o sustento de sua família. “Já passou da hora do governo rever seu posicionamento quanto ao congelamento da tabela do IR, que tanto prejuízo causa aos trabalhadores da ativa e aposentados”, protesta o presidente do Sindfer Wagner Xavier.

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