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PERSEGUIDOS LUTAM PELA SOBREVIVÊNCIA NO SETOR DO ATC/BORDO

Round 6” é uma série sul-coreana lançada no ano passado pela Netflix. Basicamente a trama envolve participantes que lutam pela sobrevivência em um jogo bizarro comandado por uma boneca sinistra de quatro metros de altura (“Batatinha frita 1, 2, 3”).

O clima não é muito diferente do que ocorre no Laboratório de Eletrônica (ATC/Bordo), na oficina de locomotivas. Lá, o personagem é um gestor não menos sinistro que, durante os DSS’s, tem buscado fazer leitura da mente dos empregados além de leituras da linguagem corporal desses

trabalhadores. Ou seja lá o que isso quer dizer. Por exemplo, estar com as mãos nos bolsos quer dizer uma coisa. Com os braços cruzados, outra. Já com as mãos para trás, uma outra coisa completamente diferente: qualquer movimento errado pode ser fatal, igual acontece na série. É tudo muito estranho.

CONSTRANGIMENTO À FRENTE DE TODOS

Mas as atitudes do cidadão não ficam só nas esquisitices. Ele tem transformado em um inferno a vida dos companheiros, que lutam como podem para sobreviver aos seus assédios, intimidações e situações constrangedoras à frente de todos. Como consequência, os trabalhadores do ATC/Bordo, que sempre tiveram uma boa saúde, hoje vivem à base de remédios e na iminência de surtarem em pleno exercício de suas funções, devido à pressão intensa e ao medo.

PEDIDO DE SOCORRO

São dezenas de empregados trabalhando sob forte stress e desmotivados com aquele ultrapassado modelo de gestão. Até um determinado inspetor, antes bem quisto por todos, hoje, devido à convivência com o gestor é visto com desconfiança, igualmente por todos. Os empregados já pediram socorro ao Sindfer e, inclusive, encaminharam denúncia aos canais internos da Vale.

MODELO DE GESTÃO ULTRAPASSADO

“Inadmissível uma empresa multinacional do porte da Vale ter uma supervisão com um modelo de gestão tão ultrapassado com base não na valorização e no diálogo com os empregados, mas na coação dos trabalhadores, levando-os ao limite de sua resistência emocional e psicológica”, protestou o diretor do Sindfer Marcos Alicate, que também informou que o Sindicato estará encaminhando a denúncia ao RT da empresa e cobrando providências imediatas.

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