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APESAR DE BRUMADINHO MORTES NA VALE CONTINUAM

Passados quatro anos do trágico acidente de Brumadinho, os rastros deixados pela Vale com a falta de uma política radical de segurança e prevenção de acidentes continuam tristemente marcando o dia a dia dos trabalhadores. No Pará, a morte do companheiro Robson Miranda de Abreu (foto, acima), no último dia 21 de janeiro, nos ensina que é preciso dar um basta nos acidentes que têm tirado a vida e interrompido o sonho de vários trabalhadores. Robson era técnico especializado em manutenção e trabalhava na Vale há 12 anos. Casado, deixa quatro filhos.

                O rigor de uma política voltada à saúde, segurança e prevenção de acidentes não pode estar previsto apenas nos relatórios anuais da Vale nem nas jogadas de marketing de seus diretores. É preciso que essa política envolva não apenas a superfície da empresa, mas o chão da fábrica. Além de Robson, outros três acidentes fatais vitimaram no ano passado companheiros da Vale em Mariana, Itabira e ferrovia (MG).

Ainda que não se possa afirmar categoricamente o que levou a esses óbitos, fato é que problemas de gestão, sobretudo no relacionamento tóxico entre chefias e trabalhadores, elevando ao máximo o nível de stress, desmotivação, perda de foco e atenção dos empregados, expondo-os ao risco permanente de acidentes; a falta crônica de mão de obra, que obriga os empregados a trabalharem além de sua resistência física e mental; tudo isso são fatores potenciais para a ocorrência de acidentes.                 Diante disso, a reflexão que fica é que não podemos esperar mais mortes para que medidas enérgicas sejam tomadas na prevenção de acidentes, “isso porque nenhum sucesso da produção compensa o fracasso da prevenção”, finalizou Wagner Xavier.

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