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TRANSPORTES DA VALE: A GESTÃO DO CAOS

A gestão de transporte interno da empresa é uma terra de ninguém. Onde ninguém sabe quem manda, se a Vale ou a Unimar. Um caos total e completo. Das diversas linhas à disposição da condução do trabalhador da Vale as reclamações vêm de todos os lados.

A diminuição drástica dos ônibus em circulação é uma consequência direta da obsessão da Vale pelo corte de custos. A solução encontrada, sabe-se lá se pela terceirizada ou pela própria empresa, foi aumentar a rota para compensar a redução da frota. Com isso, o trajeto do ônibus aumentou e o trabalhador foi obrigado a acordar mais cedo para estar a postos no ponto logo de madrugada, aumentando ainda mais o risco de ser assaltado. Por mais que a empresa alegue que a segurança do trabalhador é um problema de ordem pública, não dela, o que ocorre no trajeto do trabalhador de casa ao trabalho, no próprio trabalho, e na volta para casa é, sim, problema da empresa.

Esse empregado que acordou às 3h, 3h30 da madrugada, sem o devido descanso, que chegou em casa por volta das 20h30, sem condições de dar atenção aos filhos e família e teve que dormir cedo para acordar às 3h e começar tudo de novo, é o mesmo que irá trabalhar em áreas de risco 4, se expor a acidentes, expor seus colegas e à própria empresa, colocando em risco vidas e produção. Como esse ônibus buscam muito cedo os empregados, é natural que cheguem em Tubarão antes do horário previsto. Para evitar desembarcar o pessoal mais cedo, o que geraria horas extras, os motoristas são obrigados a ficarem morrinhando na Av. Dante Michelini, com velocidade entre 5 km a 10 km, irritando ainda mais o trabalhador.

Todas essas denúncias foram reunidas e já estão sendo encaminhadas ao RT, para que tomem providências.

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