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Começam as negociações

As pesadas demissões em curso tanto na ferrovia, sobretudo no setor de manutenção da via permanente, quanto no porto e pelotização ocuparam boa parte da discussão da abertura da primeira rodada de negociações do ACT 2020/21, na manhã desta quarta-feira. Pela primeira vez, a negociação salarial nacional foi realizada através de videoconferência. Respeitando os protocolos sanitários de distanciamento social, utilização de máscara facial e uso de álcool, o Sindfer reuniu diretores da entidade e assessores especialmente para esta negociação, em um hotel na Grande Vitória.

O presidente do Sindfer, Wagner Xavier, deu início ao primeiro dia de negociação desta destacando o papel da pesquisa, com a participação de mais de 1,5 mil trabalhadores, na montagem da Pauta de Reivindicações, em discussão. E enfatizou o fato da pesquisa ter identificado o péssimo clima interno na empresa. E as demissões estão na origem dessa insatisfação, remetendo o problema à discussão da Cláusula 7ª do ACT, que trata da garantia de emprego e da atividade fim.


O dirigente relatou a enxurrada de email’s que recebe diariamente denunciando empregados trabalhando no limite, devido à redução de quadros por conta das demissões na ferrovia e porto, substituição de primarizados por terceirizados e a consequente precarização na manutenção da via permanente, além de assédio moral em larga escala por parte de gestores despreparados.

PASA/AMS E PCS MARCAM DISCUSSÕES À TARDE

No segundo bloco de discussões do primeiro dia de negociação, pelo menos duas demandas sociais urgentes tomaram parte dos debates: PASA/AMS (Cl. 9ª) e Plano de Cargos e Salários (Cl. 10ª).
Os negociadores diretores do Sindfer destacaram o forte apelo da base, sobretudo ao longo da linha férrea, com relação a falhas no atendimento da AMS, da falta de profissionais para o atendimento à evasão de médicos supostamente pelo baixo valor que recebem do plano e reajustes abaixo do praticado por operadoras de saúde do mercado. Já o PASA foi ressaltado a necessidade da Vale custear 50% da mensalidade, inclusive visando a sobrevivência do plano. Por fim, o Plano de Cargos e Salários, o Sindfer voltou a reivindicar uma política de pessoal que valorize os profissionais com promoções e melhores salários.

As negociações serão retomadas na manhã desta quinta-feira, dando continuidade às discussões das cláusulas sociais. A discussão das cláusulas econômicas foi remetida para a próxima rodada de negociação, segundo acordo firmado entre o Sindfer e a Vale. Nesta quinta-feira, caso a Vale apresente alguma proposta de natureza social o Sindfer prestará todas as informações.

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