GOVERNO ARGENTINO IMPLANTA REFORMA TRABALHISTA PREJUDICIAL AOS TRABALHADORES
Implementada neste mês de fevereiro pelo governo argentino, a reforma trabalhista — denominada oficialmente Ley de Modernización Laboral — do presidente Javier Milei altera cerca de 200 artigos da Lei do Contrato de Trabalho (a equivalente à CLT naquele país) e foi aprovada em meio a forte resistência sindical, com greves gerais e protestos nas ruas.
A exemplo da reforma trabalhista brasileira de 2017, a nova legislação do país vizinho é apontada como um retrocesso histórico nos direitos e garantias dos trabalhadores e trabalhadoras.
“O pacotaço antitrabalhador do presidente Milei obedece à mesma lógica de sempre: atacar e reduzir direitos para ampliar os lucros dos empresários”, critica o presidente do Sindfer, Wagner Xavier. Ele chama a atenção para o fato de que, mesmo diante desse cenário, há trabalhadores e trabalhadoras brasileiros regidos pela CLT que defendem a reforma argentina. “É o caso clássico do mosquito que apoia o inseticida”, conclui.
Abaixo, destacamos cinco pontos considerados críticos da recém-aprovada reforma trabalhista argentina, que penalizam fortemente a classe trabalhadora:
