Periculosidade sonegada
Trabalhadores do Armazém 84, em Tubarão, estão tendo seus adicionais de periculosidade sonegados, mesmo atuando em área com exposição a gás inflamável. O local abriga um espaço destinado ao armazenamento de múltiplos cilindros de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), utilizados no abastecimento de empilhadeiras. Essa operação exige rigorosos protocolos de segurança e caracteriza risco.
A sonegação do adicional de periculosidade foi checada na área por um diretor de base do Sindfer, que também constatou que diversos profissionais do setor tiveram que fazer treinamento em NR-20, norma que regulamenta atividades com inflamáveis e combustíveis. Ou seja: a própria empresa reconhece o risco ao capacitar os trabalhadores, mas, na prática, deixa de garantir esse direito, que é previsto em lei. Segundo relatos, em períodos anteriores, a Vale chegou a pagar o adicional, mas interrompeu o pagamento sem qualquer justificativa. Para o Sindfer, a situação é clara: não se pode reconhecer um risco na prática e negá-lo na remuneração.
“O Sindicato encaminhará a demanda aos representantes da empresa para que o problema seja resolvido de forma administrativa, até para evitar o ajuizamento de ação buscando garantir esse direito”, explicou o presidente do Sindfer, Wagner Xavier.
Esse problema pode não estar restrito ao Armazém 84, mas ocorrendo em outros setores da Vale. Por isso, caso situação semelhante seja identificada, é importante que os trabalhadores denunciem ao Sindfer, por meio dos diretores de base, e fortaleçam a luta por condições de trabalho seguras e pelo cumprimento dos direitos.