PLR REJEITADA.
Enquanto a VLI crescer e investe bilhões, trabalhadores são ignorados na mesa de negociação
A proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) apresentada pela VLI/FCA foi rejeitada pelo Sindfer em reunião realizada na última segunda-feira (6). A decisão do Sindicato foi uma resposta necessária diante de uma postura empresarial que ignora deliberadamente a pauta da categoria.
A direção da entidade avalia que o que está em jogo não é falta de condições financeiras — como alegam as empresas —, mas sim falta de vontade de negociar.
Dinheiro em caixa existe (conforme indicado na tabela abaixo). Segundo o próprio CEO da VLI, Fábio Marchiori, em evento recente realizado no último dia 30 de março, a empresa vive um momento de expansão, investimento e crescimento. Diante disso, qualquer proposta de PLR que não acompanhe essa realidade é, no mínimo, incoerente.
Na prática, trata-se de uma tentativa de dissociar o resultado produzido coletivamente do retorno devido a quem sustenta a operação no dia a dia.
FORÇA DE TRABALHO DOS EMPREGADOS GARANTE EXPANSÃO E LUCRO
A expansão da VLI não acontece por acaso. Ela é resultado direto do trabalho de quem está na operação — no porto, na manutenção, na linha e nos pátios — enfrentando diariamente pressão, metas e riscos.
Sem os trabalhadores, não há eficiência operacional, redução de paradas, crescimento logístico nem planos bilionários de expansão. A empresa sabe disso, mas, na hora de repartir os resultados, finge não saber.
O Sindfer mantém posição firme: a empresa pode e deve apresentar uma proposta de PLR mais justa. Os números comprovam isso.
DINHEIRO NÃO FALTA
Os números robustos da VLI
- R$ 4,1 bilhões em investimentos diretos (R$ 600 mi no ATF-C + R$ 3,5 bi em infraestrutura)
- R$ 30 bilhões previstos na renovação da concessão da FCA
- Malha ferroviária de até 5,8 mil km
- 43,5 bilhões de TKU transportados (+4%)
- Frota ampliada com 43 locomotivas e 1.040 vagões
- Expansão relevante no Corredor Leste, um dos principais vetores da operação da FCA
- +10,5% (crescimento transporte ferroviário)
- +14% (crescimento terminal portuário Tubarão)